Dizem que para se ser um bom poeta ou escritor são precisas 3 coisas: uma musa inspiradora, um cigarro que nos acalme e álcool à mistura.
Pois bem, não me considero escritor nem muito menos poeta mas tenho as 3 coisas: a mais bela Musa que poderia ter aparecido na minha vida, um Marlboro queimando no cinzeiro e uns goles de whisky no estômago.
Apenas pergunto: Porquê? Como? Tive nos meus braços a pessoa que mais poderia amar em toda a minha vida e tumba… foi-se… Imaginem, vocês encontras a pessoa perfeita, a metade da vossa laranja… aquele anjo que vos faz voar nas suas asas e de repente puff… já lá não está…
Ya, talvez eu tenha sido parvo, não tenha mostrado o quanto a amava… ou talvez amor demais… talvez não a tenha conseguido realmente a conquistar… talvez me tenha esquecido de lhe dizer todos os dias o quanto ela era bela, doce, divina… talvez demais para mim, um simples homem com tantos erros e defeitos.
Atestado de insanidade? Sim, sou louco. Louco pela doçura do seu olhar… pelo brilho do seu sorriso… pelo cheiro dos seus cabelos. Loucura? É acordar e saber que não a vejo … saber que não respiro o mesmo ar que a rodeia… saber que a estrada que percorro não é iluminada pelo seu brilho.
Sabem, só queria voltar atrás no tempo… nem que fosse por um minuto apenas… e sentir de novo o seu cheiro… a suavidade da sua pele… poder dizer de novo que «eu tenho inveja do Sol que pode te aquecer… eu tenho inveja do Vento que te toca…» mas não dá, certo? Restam as memórias… de quando nos abraçávamos e fazíamos o encaixe perfeito… de quando nos beijávamos e fazíamos desaparecer o Mundo… de quando nos olhávamos e trocávamos cumplicidades e doçura com o olhar…
De alma nua e coração aberto, hoje sou o Nuno e não o sem_saber… hoje sou o mortal que sente dentro o que é ser tocado pela força do amor e não o homem que ri, sorri e não se preocupa com nada… hoje sou o mortal trespassado pela flecha de um tal de cupido e não o homem com a armadura a quem ninguém consegue atingir nem perceber o que vai no peito… hoje sou o mortal que chora no conforto de 4 paredes solitárias e não o homem que faz sorrir em qualquer lugar, a qualquer hora…
Apelas palavras bonitas? Sem forças, não aguento mais. Desisti da luta, não por não amar mas sim porque a dor se apoderou do meu peito, a coragem de recomeçar foi vencida pelo medo de errar e não conseguir voltar a habitar nesse mundo só nosso… mundo esse que procuro em outros braços, quando decido, em vão, seguir em frente… mas volto de novo a lembrar, sem querer, as nossas mãos davas, a Vida e alegria que sentia sempre que te olhava e me sorrias, o «baptizado» do «oh mããe...» e caio por terra
Obsessão? Não creio. Se fosse obcecado perseguiria, colava e basta apenas a ver e o tempo pára, o meu coração palpita forte e um nervosismo bloqueia as minhas palavras e os movimentos… e volto a ser aquele rapaz que, sentado num sofá, lhe disse «sabes… tipo… eu gosto de ti…»
Ya, eu sei que ela não vai ler isto, é apenas… o que sinto… nem deveria estar aqui, certo? Qual a finalidade? Nenhuma, apenas admito a minha loucura e o que me vai no peito…
Há tanto que queria dizer, que queria explicar…
Atestado de insanidade. Sim, sou louco, um pobre louco apaixonado pela mais bela mulher que poderia ter encontrado… pela musa que decerto inspiraria ainda mais os mais conhecidos poetas… pela estrela da manhã, que traz de novo o dia e aquece o coração de amor e vida
Nuno Martins